Data: 27-05-2026
Local: ESTGA — Águeda
A inauguração da exposição de fotografia “BIODIVERSIDADE — Olhares que falam” foi preparada com o objetivo de criar um momento informal, acolhedor e representativo do esforço conjunto entre colaboradores, fotógrafos e a comunidade académica. O ambiente pretendido era simples: juntar pessoas, partilhar olhares sobre a natureza e celebrar o trabalho exposto.
Relato da sessão
A preparação para esta inauguração já vinha a ser pensada há algum tempo, e desde o início que se procurou garantir que o momento tivesse um caráter informal, permitindo reunir não só alguns dos colaboradores envolvidos nesta iniciativa, mas também fotógrafos participantes e, idealmente, alguns alunos desta unidade de ensino que pudessem beneficiar do contacto direto com o trabalho exposto.
Do lado do DBio, a representação institucional ficou assegurada por mim e pela Joana, que comparecemos em nome do nosso Diretor, impossibilitado de estar presente devido a compromissos previamente assumidos. Quanto aos fotógrafos, estive presente eu e o António Vieira, assegurando assim a presença de dois autores diretamente envolvidos na exposição.
A entidade anfitriã, a ESTGA, fez-se representar pela Dr.ª Sónia Estrela, reforçando a ligação institucional entre as duas unidades orgânicas e sublinhando a importância de promover iniciativas culturais e científicas em colaboração.
A viagem até Águeda
A saída do DBio ficou marcada para as 14h30. A viatura escolhida foi a Mitsubishi, essa companheira de aventuras que já conhece metade dos atalhos do distrito e a outra metade inventa pelo caminho. Quando anunciei a escolha, reparei imediatamente no olhar da Joana — aquele olhar silencioso, mas eloquente, que dizia tudo sem precisar de legenda: “O jeep… o jeep é que era!”.
Desta vez, porém, a Mitsubishi foi a eleita. E, sejamos justos, é um carro extremamente prestável: leva pessoas, leva material, leva tralha, leva sonhos e, se for preciso, ainda leva um ou outro desabafo existencial.
O António manteve a sua postura zen: para ele, desde que o carro tenha quatro rodas e não o deixe apeado no meio do nada, está tudo bem. Eu, para o tranquilizar, garanti-lhe que a Mitsubishi nunca me tinha deixado ficar mal… bem, quase nunca.
Chegada à ESTGA e preparação
Ao chegar, dirigimo-nos diretamente à galeria para verificar as imagens uma a uma, como manda o protocolo não escrito de quem monta exposições com regularidade. Apenas uma ou outra fotografia precisava de pequenos ajustes, rapidamente resolvidos.
Um monitor no corredor começou a exibir o vídeo da exposição, produzido pelo Eng. Fernando Cozinheiro. O som, infelizmente, não colaborou — mas o vídeo cumpriu o seu papel visual.
Início da sessão
Às 16h, a Dr.ª Sónia Estrela abriu a sessão com palavras de agradecimento e destacou a importância de iniciativas como esta para a formação dos alunos. Seguiu-se a intervenção da Joana, reforçando o interesse contínuo do DBio na divulgação de atividades ligadas à biodiversidade.
Depois, tomei a palavra para agradecer à entidade anfitriã e aos fotógrafos, e para sublinhar a importância de respeitar todos os seres vivos, independentemente da espécie.
A visita guiada
Durante a visita guiada, surgiram várias perguntas curiosas. Um miúdo de 7 ou 8 anos, ao observar uma fotografia de uma queda de água captada pelo António, perguntou com espanto: “Onde está o bicho?”.
Foi o ponto de partida perfeito para explicar que os ecossistemas também contam histórias.
O António explicou técnicas de fotografia de cascatas, enquanto eu respondia a perguntas sobre como se conseguem captar momentos tão fugazes: “Primeiro é preciso estar lá. Depois, é ter muita sorte.”
Visita ao novo edifício
No final da sessão, a Dr.ª Sónia convidou-nos para visitar alguns espaços emblemáticos da Escola e, depois, o novo empreendimento recentemente cedido à UA. A caminhada rendeu um episódio inesperado: quase pisei uma cobra — felizmente já morta — que assustou a Dr.ª Sónia de forma memorável.
O edifício revelou-se imponente, com múltiplos andares e salas impecavelmente conservadas. Uma oportunidade valiosa para a ESTGA e para a comunidade de Águeda.
Regresso
No regresso, a conversa foi animada, especialmente quando tentámos imaginar usos para todas as salas do edifício. Ao atravessar a ponte de Águeda, perguntei à Joana o nome do rio — e ela acertou à primeira, para surpresa geral.
Terminámos o dia com boa disposição e a sensação de que esta exposição foi mais do que um evento: foi um momento de aprendizagem, partilha e ligação à natureza.
Aldiro
Galeria de fotografias














